terça-feira, 3 de março de 2015

Man Ray: O maior fotógrafo do Dadaísmo




A fotografia sempre foi utilizada para gravar momentos e pessoas. O homem sempre teve um sentimento de se guardar para a posterioridade e, ao tirar fotos, mantinha o objetivo de ser reconhecido no futuro, de ser lembrado, bonito, impecável. Assim, as fotografias tratavam-se de pessoas posando para as fotos, ou lugares, sempre visando uma boa imagem. Durante muito tempo, esse foi o trabalho do fotógrafo: organizar a foto para que as pessoas ou os locais fotografados ficassem com uma excelente aparência, e que essa fosse a imagem registrada para sempre.



Nos Estados Unidos, porém, no ano de 1890, nasce o homem que transformaria essa limitada visão: Man Ray. Filho de judeus-russos emigrados para os Estados Unidos, o mesmo foi um artista completo: estudou arquitetura, engenharia, artes plásticas e fotografia. Foi em New york, em 1915, que conheceu o famoso pintor francês Marcel Duchamp, com quem fundou o grupo Dadá Nova-iorquino. Além do dadaísmo, ele também flertou com outros movimentos como o surrealismo, fato que ocorreu depois de sua mudança para França, em 1921. Foi um dos grandes nomes da vanguarda artística na década de 1920. Um gênio da arte.



Dadaísmo é um movimento anti-arte surgido na Suiça em 1916. Esta palavra, não tem um significado exato. Quando se diz que Dada é um movimento anti-arte, isto quer dizer que o Dadaísmo surgiu para destruir a noção de arte vinda do passado e propor a mais radical interrogação sobre o que é arte.




Assim como outros artistas do dadaísmo, Man desenvolvia seu trabalho com espontaneidade e originalidade, sempre provocando a sociedade presente e colocando a sua ideia sobre a arte e a cultura, principal mote do movimento dadá. Trabalhava muito bem com a desconstrução da fotografia, transformando fotos tradicionais em construções de laboratórios, através de suas técnicas. Usava muitas vezes, a distorção de formas e corpos criando imagens surrealmente.incríveis.




Ele fotografou as maiores celebridades da época. Posaram diante da sua lente: Ernest Hemingway, Coco Chanel, Salvador Dalí, Jean Cocteau, James Joyce e inúmeros outros. Man Ray encarna na fotografia de moda seu lado mais criativo e desenvolve uma linguagem singular transmitindo a essência da alma feminina. A moda como sempre é um reflexo de cada época e, depois da Primeira Guerra Mundial, esta mudou progressivamente adaptando-­se aos novos hábitos.




Ray usava os editoriais de moda para suportar sua arte experimental. A fotografia de moda dele era livre de qualquer conceito pré estabelecido, era, na verdade, uma visão do artista. A cada ensaio, um estudo, um experimento.




Ele é um dos fotógrafos mais importantes de todos os tempos, tanto pela sua fotografia quanto pela sua luta por livrar as artes de conceitos e regras. Em sua obra, representa sonhos, fantasia. Poderia ter optado por representar pesadelos, uma vez que o mundo acabara de passar por uma grande guerra, e estava à caminho de outra. Ele utilizou o humor, a diversão para confrontar o horror da primeira metade do século XX.



“Eu não fotografo a natureza, eu fotografo as minhas fantasias”


Por: Robson Rodrigues


Fonte: http://www.discopunisher.com/2012/11/
fotografia-man-ray-o-maior-fotografo-do.html

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